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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Quebra-cabeça!


"Sugerimos aos clubes a realização dos dois jogos no Morumbi para atender à necessidade de conforto de um público que estará nos dois principais jogos do campeonato".

Esta foi a explicação-desculpa do presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Marco Polo Del Nero, nesta quarta-feira, ao confirmar que as finais do Paulistão 2012 entre Santos e Guarani serão realizadas no Estádio do Morumbi, em São Paulo.

Ou seja, as cidades-sedes dos finalistas foram preteridas. O Estádio da Vila Belmiro, em Santos, perdeu a chance de ver um possível tricampeonato do Peixe, feito que não acontece desde 1969 (Veja o post aqui!). Enquanto isso, o Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, não terá a possibilidade de acompanhar um título inédito e nem de ver seu clube na final do Estadual após 24 anos.

O blog rbrito pesquisou e descobriu que esta não é a primeira vez que o sr. Marco Polo Del Nero tira uma decisão das cidades-sedes. Aliás, isso é bem comum no currículo do mandatário da FPF. Del Nero assumiu a Federação no dia 05 de agosto de 2003 e, de acordo com sua biografia no site da FPF "tendo como meta o fortalecimento dos Clubes e das Ligas do Estado de São Paulo".

Primeira peça!
Bom... não foi isso que aconteceu e a falência dos clubes do interior está ai para provar. Mas, hoje, não vou entrar no mérito desta discussão. Logo em seu primeiro ano como organizador do Campeonato Paulista, Marco Polo Del Nero pisou na bola. A final do Estadual 2004 foi entre São Caetano e Paulista.

O Azulão manda seus jogos no Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul, enquanto o Paulista tem o Jayme Cintra, em Jundiaí, como sua casa. Mesmo assim, os clubes, com torcidas modestas, foram obrigados a jogar no Pacaembu, em São Paulo.

A situação fica ainda mais interessante. Em 2005 e 2006 não tivemos problemas pelo simples fato do Estadual ter sido disputado no sistema de pontos corridos. Ai entram em cena o Santos e o "defensor dos clubes" Marco Polo Del Nero.

Segunda peça!
Em 2007, o Santos foi campeão em cima do São Caetano e, novamente, as partidas foram disputadas no Morumbi, nem na Vila e muito menos no Anacleto Campanella. É por estas e outras que não entendo e não acredito naquele artigo que diz ser proibido a inversão de mando de campo.

Enfim... Vamos para 2008, quando o bom senso prevaleceu. O Palmeiras foi campeão em cima da Ponte Preta e os dois clubes, por incrível que pareça, jogaram em seus estádios. O Verdão atuou no Palestra Itália e a Macaca fez a festa no Moisés Lucarelli.

Vocês, torcedores-internautas, estão percebendo? Temos vários cenários. Clubes do interior atuando na capital, Santos e interior na capital e o bom senso de Palmeiras e Ponte Preta. Agora, veremos como é balela a afirmação "tendo como meta o fortalecimento dos Clubes e das Ligas do Estado de São Paulo". Clubes, leia-se grandes ou capital.

Terceira peça!
Há muito tempo que no regulamento do Paulistão tem o lamentável artigo em que dá o mando de campo das finais para a FPF. Os dirigentes nunca contestam, a não ser quando estão nas finais, para ficar bem com sua torcida ou podem ser prejudicados.

Pela lógica, o mesmo aconteceria com dois chamados grandes na final. Mas não foi isso que observamos na decisão entre Corinthians e Santos, em 2009 e 2011. Nestes dois confrontos, Timão e Peixe jogaram no Pacaembu e na Vila Belmiro, respectivamente.

Então esqueça a baboseira que Marco Polo Del Nero disse nesta quarta-feira "para atender à necessidade de conforto de um público". O mesmo deveria valer para Santos e Guarani? Ou então, na decisão de 2010, quando Santos e Santo André atuaram no Pacaembu?

Percebam que há uma grande diferença no tratamento da FPF para com os clubes. O torcedor que mora em Santos também foi prejudicado, mas não o clube. O clube tem muito mais torcedor na capital e jogará as duas partidas como mandante, bem diferente do Guarani.

Quarta e última peça!
Para terminar este post, deixarei duas perguntas a vocês, torcedores-internautas. Recentemente, Marco Polo Del Nero, que virou manda-chuva também na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), se aproximou de Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo. Os dois haviam brigado por conta do episódio da Madonna.

Até ai, nenhum problema, afinal sabemos como são os dirigentes. A primeira preocupação é sempre com eles, clubes e torcedores ficam em último lugar. Pela lógica, as finais deveriam acontecer em Santos e em Campinas. Como isso não aconteceu, a "lógica" passou a ser os dois jogos no Pacaembu como aconteceu em 2004 e 2010.

Mas não! Marco Polo surpreendeu todos e mandou a final para o Morumbi. Bom... para fazer show ou disputar uma partida, é preciso pagar o aluguel do Morumbi, né? E o dinheiro deste aluguel vai para qual clube mesmo?

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Confira os locais e as finais do Paulistão de 2003 para cá:

*Clubes à esquerda foram os campeões

2004 (Pacaembu)
São Caetano x Paulista

2005 (pontos corridos)
São Paulo x Corinthians

2006 (pontos corridos)
Santos x São Paulo

2007 (Morumbi)
Santos x São Caetano

2008 (Moisés Lucarelli e Palestra Itália)
Palmeiras x Ponte Preta

2009 (Vila Belmiro e Pacaembu)
Corinthians x Santos

2010 (Pacaembu)
Santos x Santo André

2011 (Pacaembu e Vila Belmiro)
Santos x Corinthians

2012 (Morumbi)
Santos x Guarani ou Guarani x Santos

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Conhece eles?

O blog rbrito, nesta quinta-feira, apresentará os responsáveis por cederem seus nomes aos principais estádios brasileiros. Ou melhor, desta vez apresentaremos os estádios dos campeões brasileiros. Com certeza abrirá brecha para a gente buscar mais estádios pelo Brasil. Nem todo campeão nacional, porém, tem um personagem no nome do estádio.

A Vila Belmiro foi construída em 1916, mas seu nome oficial é Urbano Caldeira. Aliás, Urbano Villela Caldeira Filho foi jogador, técnico e dirigente do Santos, responsável pelo estádio na cidade homônima. Ele recebeu esta homenagem em 1933 e, cinco anos depois, foi criado o Dia Urbano Caldeira. A comemoração e homenagem aconteceram após a inauguração do busto de Urbano Caldeira na Vila Belmiro. Urbano Caldeira nasceu em Florianópolis, Santa Catarina, no dia 9 de janeiro de 1890.

ARENA DA BAIXADA
O blog rbrito não separou uma ordem, como sempre faz, para apresentar os estádios. Desta vez estamos puxando por aqueles que são poucos lembrados. Arena da Baixada ou Kyocera Arena? Nada disso! O estádio do Atlético-PR chama Joaquim Américo Guimarães. Ele nasceu em Paranaguá no dia 4 de novembro de 1879.

Filho do Major Claro Américo Guimarães e de Pórcia de Abreu Guimarães, era neto do Visconde de Nácar. Joaquim Américo Guimarães faleceu no dia 30 de agosto de 1917, mas deixou sete filhos (Claro Américo, Iva, Murat, Remy, Hebe, Junot e Ney). Ele ganhou esta homenagem porque ajudou no sonho de construir um estádio. Joaquim Américo foi vereador de Curitiba e um grande amante dos esportes (hipismo, futebol, beisebol, basquete e críquete).

Em 1914, Joaquim Américo Guimarães, então presidente do Internacional (clube que deu origem ao Clube Atlético Paranaense), comandou a construção do estádio Baixada da Água Verde. O Atlético surgiu dez anos depois, herdou o patrimônio e batizou o estádio com nome do principal responsável por seu surgimento.

ILHA DO RETIRO
O estádio do Sport homenageia Adelmar da Costa Carvalho. A Ilha do Retiro foi inaugurada no dia 4 de julho de 1937, quando bateu o rival Santa Cruz, por 6 a 5. Voltando ao homenageado, Adelmar da Costa Carvalho nasceu em Olinda, no dia 1º de dezembro de 1909 e faleceu no dia 25 de abril de 1990. Ele foi um empresário, industrial e deputado pernambucano. Adelmar também ajudou na construção do estádio durante os dois mandatos como presidente do clube recifense.

COUTO PEREIRA
O Estádio Couto Pereira é um dos poucos que mantém o nome do homenageado no dia a dia. Major Antônio Couto Pereira nasceu na cidade de Baturité, no Ceará, no dia 23 de janeiro de 1896 e faleceu no dia 12 de dezembro de 1976. Neste meio tempo, o estádio do Coxa foi inaugurado no dia 15 de novembro de 1932, quando o Coritiba venceu o America-RJ, por 4 a 2.

Antônio Couto Pereira foi militar, dirigente esportivo e deputado estadual. Ele presidiu o Coritiba em várias oportunidades e deu início a construção do estádio. Couto Pereira é filho do Coronel Lindolfo Pereira Lima e da Sinhá Maria Couto Pereira.

PACAEMBU
Atual campeão brasileiro, o Corinthians ainda não tem um estádio em pé, mas sempre mandou seus jogos no Pacaembu. Logo, o blog rbrito foi atrás de informações de Paulo Machado de Carvalho, homenageado no estádio localizado na praça Charles Miller, em São Paulo.

Natural da capital paulista e nascido no dia 9 de novembro de 1901, Paulo Machado de Carvalho faleceu no dia 7 de março de 1992. Ele atuou como advogado, empresário e, lógico, dirigente brasileiro. Paulo Machado de Carvalho recebeu o título de Marechal da Vitória após chefiar a delegação brasileira nas Copas do Mundo de 1958 e 1962, quando a Seleção Brasileira se sagrou Bicampeã Mundial.

Ainda no futebol, ele foi vice-presidente do São Paulo da Floresta, em 1934. Depois, atuou como mandatário do São Paulo entre 1946 e 1947 e vice-presidente, entre 1955 e 1956. Também foi fundador e patrono da Rede Record de Televisão e da Rádio Sociedade Record, atual Rádio Record.

MORUMBI
Ainda na capital paulista chegamos ao Morumbi, ou Cícero Pompeu de Toledo. Presidente do São Paulo, ele foi o grande homenageado pelo clube, após assinar, no dia 15 de agosto de 1952, a escritura do terreno em que se ergueu a casa tricolor. O estádio foi inaugurado no dia 2 de outubro de 1960.

Pelo São Paulo, Cícero Pompeu de Toledo foi Secretário da Diretoria entre 1944 e 1946. No ano seguinte chegou a presidência do clube, sendo consecutivamente reeleito até 1957. E só se afastou por motivos de saúde. Cícero Pompeu de Toledo é considerado o Presidente de Honra do São Paulo.

MARACANÃ
Fazendo o Eixo Rio-São Paulo, dois estados que os sites "nacionais" adoram paparicar, o blog rbrito apresenta o Maracanã - estádio que serve de casa para Flamengo e Fluminense. Mário Rodrigues Filho, jornalista e escritor, irmão de Nelson Rodrigues, ajudou e muito na construção do estádio mais popular e conhecido do Brasil.

Ele nasceu em Recife, no dia 3 de junho de 1908 e morreu, de ataque cardíaco, aos 58 anos, no Rio de Janeiro, no dia 17 de setembro de 1966. Algumas obras de Mário Filho: Bonecas, Senhorita 1950, Copa Rio Branco, Histórias do Flamengo, O Negro no Futebol Brasileiro, Romance do Football, Copa do Mundo de 62, Viagem em Torno de Pelé, Infância de Portinari entre outras.

MINEIRÃO
Assim como o Pacaembu e Maracanã, o Mineirão não tem um clube como dono. Atlético-MG e Cruzeiro aproveitam o estádio de Minas Gerais. Aliás Estádio Governador Magalhães Pinto. O homenageado, José de Magalhães Pinto nasceu em Santo Antônio do Monte, no dia 28 de junho de 1909 e faleceu em 6 de março de 1996.

Político brasileiro, ele exerceu diversas funções. Magalhães Pinto foi presidente da Associação Comercial de Minas Gerais, diretor do Banco da Lavoura, fundou o Banco Nacional de Minas Gerais e a União Democrática Nacional, foi secretário de Finanças de Minas Gerais no governo Milton Campos. Governou o estado de 1961 a 1966, foi ministro das Relações Exteriores, entre outras funções. Deixou a política em 1985, por motivo de doença.

PITUAÇU
Na Bahia optamos pelo Pituaçu, enquanto a Fonte Nova está fora de combate. O Estádio Governador Roberto Santos homenageia Roberto Figueira Santos, que foi médico, professor e político. Ele nasceu em Salvador no dia 15 de setembro de 1926.

Entre 1975 e 1979 foi Governador da Bahia. Formou-se em Medicina pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), foi presidente da Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM) e presidente do Conselho Federal de Educação e assegurou um assento no Conselho de Ensino Superior das Repúblicas Americanas em Nova Iorque.

ENGENHÃO
Chegamos ao homenageado que está em maus lençois, com o perdão do lugar comum. O Estádio Olímpico João Havelange, mais conhecido como Engenhão, presta tributo a Jean-Marie Faustin Goedefroid de Havelange. Ele mesmo que renunciou ao cargo no COI e ainda é acusado de receber dinheiro ilícito na FIFA.

João Havelange recebeu o tributo de César Maia após Decreto nº 23057 de 26 de junho de 2003 da prefeitura do Rio de Janeiro. Presidente honorário da FIFA, João Havelange nasceu no Rio de Janeiro, no dia 8 de maio de 1916.

Advogado, empresário, ex-atleta e dirigente esportivo, ele praticou natação e polo aquático profissionalmente, obtendo uma medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de 1955. Foi presidente da FIFA entre 1974 e 1988 e membro do Comitê Olímpico Internacional entre 1963 e 2011. Sem falar que presidiu, entre 1956 e 1974, a CBD.

Sem homenagem...
Os outros campeões nacionais não homenagearam ninguém em seus estádios. Mesmo assim, o blog rbrito faz um pequeno relato das casas de Vasco, Palmeiras, Internacional, Grêmio e Guarani.

SÃO JANUÁRIO
O Estádio Vasco da Gama foi fundado no dia 21 de abril de 1927 e ficou mais conhecido como São Januário, nome de umas das principais ruas que levam ao estádio. O primeiro jogo disputado em São Januário foi entre Vasco e Santos. A partida terminou em 5 a 3 para os paulistas.

PALESTRA ITÁLIA
O Palestra Itália, situado na zona oeste da cidade de São Paulo, está em reformas atualmente e vai se transformar em Arena, com capacidade para 45 mil lugares. Dentre as novidades, o estádio do alviverde paulista terá um Memorial da Sociedade Esportiva Palmeiras.

BEIRA-RIO
O Estádio do Beira-Rio começou ser erguido pelo Internacional no dia 12 de setembro de 1956. A iniciativa foi do vereador e ex-presidente colorado Ephraim Pinheiro Cabral. O estádio foi inaugurado no domingo de 6 de abril de 1969, dois dias e 60 anos depois da fundação do Inter. No jogo inaugural, contra o Benfica, de Portugal, Claudiomiro faz o primeiro gol do Inter no estádio.

OLÍMPICO
O Estádio Olímpico Monumental foi inaugurado no dia 19 de setembro de 1954. O jogo inaugural foi realizado entre Grêmio e Nacional, de Montevidéu - vitória gremista por 2 a 0. Os gols foram anotados pelo atacante Vitor que entrou para a história por ter marcado o primeiro gol do estádio gremista. Na metade do ano de 1980, o Estádio Olímpico teve sua construção concluída com o fechamento da última parte do anel superior.

BRINCO DE OURO DA PRINCESA
O estádio do Guarani tem uma história interessante. De acordo com o clube, "o jornalista João Caetano Monteiro Filho aguardava na redação do jornal Correio Popular, uma foto da maquete do novo estádio do Guarani, em 12 de julho de 1948, apresentada por Ícaro de Castro Melo e Oswaldo Correa Gonçalves. O espaço reservado não era grande e a manchete teria de ser objetiva. Ao receber a foto, com a forma bem circular do estádio, ele pensou em um brinco. Como a cidade de Campinas era conhecida como “A Princesa D’Oeste”, a chamada do dia seguinte era: BRINCO DE OURO PARA A “PRINCESA”". O Brinco de Ouro da Princesa foi inaugurado em 31 de maio de 1953. No primeiro duelo, o Bugre bateu o Palmeiras, por 3 a 1.

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