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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Dinheiro só atrapalha?!

O “bicho” (incentivo financeiro) sempre existiu no futebol. Muitos clubes definem os valores antes das competições, mas alguns dirigentes preferem fazer loucuras na fase final. Se o time briga pelo título, oferece-se um valor, se luta contra o rebaixamento, promete-se outro. Na Série B do Campeonato Brasileiro, dois valores chamaram a atenção do blog rbrito.

Com a Segundona rolando, Clebel Cordeiro, presidente de honra do Salgueiro-PE, se animou com a campanha do time no início da Série B e ofereceu R$ 1 milhão pelo acesso. Naquela oportunidade, 4 de junho, o Salgueiro havia jogado três vezes e somado cinco pontos.

"Todo jogo do Salgueiro o bicho é molhado, pago logo dentro do vestiário. Se o time conquistar o acesso terá R$ 1 milhão para dividir entre eles. Se permanecer na Série B, eles irão dividir R$ 400 mil", disse o dirigente naquela época à Rádio Jornal, de Recife.

O engraçado é que, a partir daquele momento, o time desabou em um poço sem fundo. Os jogadores se assustaram com o valor ou eles não são muito chegados na bufunfa. Logo no jogo seguinte, o time pernambucano perdeu para o Paraná, por 1 a 0. Depois, o Salgueiro ainda acumulou mais oito tropeços, dois empates e apenas duas vitórias. O time ocupa a penúltima colocação, com apenas 13 pontos em 16 jogos.

Mais loucuras!

Outra diretoria que se animou com o momento vivido pelo clube foi a do Bragantino. Logo após a vitória, por 5 a 3, sobre o Salgueiro, que deixou o time paulista na 12ª colocação, com 21 pontos, o presidente Marco Antônio Chedid anunciou “bicho” de R$ 3 milhões em caso de acesso.

"Vamos brigar para subir e precisamos incorporar isso na cidade. Não tem preço conquistar o acesso. Todos querem o Bragantino na primeira divisão, mas precisamos fazer isso com estrutura para não ter os problemas que já tivemos", comentou Marquinho Chedid em entrevista ao site Futebol Interior.

Desgaste!

Salgueiro e Bragantino ainda têm muitas rodadas para provar que o incentivo milionário dá resultados. Mas o futebol mundial cansou de ver fracassos, mesmo com as verdinhas se multiplicando. O time galáctico do Real Madrid-ESP é um exemplo. O Corinthians e suas mirabolantes parcerias também não deu certo ao naufragar na busca do tão sonhado título da Libertadores.

O mesmo vale para o Palmeiras na Era Parmalat. Até no vôlei, o dinheiro já causou confusão. Recentemente, o levantador Ricardinho cobrou um aumento na premiação e foi afastado por Bernardinho. Dinheiro pode buscar a felicidade, mas também pode acabar com o ambiente esportivo.

Os dirigentes estão certos em darem “bicho” aos jogadores? Opine! Participe pelo blog rbrito ou através do www.twitter.com/rbrito1984

quinta-feira, 12 de maio de 2011

No cofre!

Os torcedores-internautas David Isaac (@davidisaac36) e Gabriel Aguiar (@gabrieelcfc) solicitaram, via twitter (@rbrito1984), ao blog rbrito o levantamento das rendas dos quatro clubes que conquistaram o acesso à elite do Campeonato Paulista.

Mais no blog rbrito:
As médias e o ranking completo do público pagante do Paulistão!


Após o término da Série A2, que teve o XV de Piracicaba campeão, além dos acessos de Guarani, Comercial e Catanduvense, o blog rbrito apresentará, nesta quinta-feira, todas as arrecadações destes times e também os valores dos ingressos.

O Nhô Quim mostrou sua força dentro de campo e nas arquibancadas. O clube teve a maior e melhor média de público pagante da Série A2 (6.465) e também a maior arrecadação. Em 13 jogos, o XV de Piracicaba abocanhou um total de R$ 585.683,86. A média ficou em R$ 45.052,60.

Só a final, com público de quase 19 mil pagantes, rendeu R$ 252.627,27. Mas como a arrecadação foi dividida entre XV e Guarani, o clube de Piracicaba ficou com 60% do valor, ou R$ 151.576,36. Assim a maior arrecadação do XV de Piracicaba aconteceu na partida contra o Catanduvense pela fase final. O clube encheu o cofre com R$ 153.418,59.

Din-din!
Ainda nas cores preta e branca, chegamos ao Comercial. Mesmo tendo realizado um jogo na cidade de Catanduva e o segundo com os portões fechados, no Palma Travassos, o time de Ribeirão Preto teve a segunda maior arrecadação da Série A2.

Em 12 jogos, o Bafo lotou seus cofres com R$ 401.592,67. Média de R$ 33.466,05. Nos dois primeiros jogos, o Comercial acumulou déficit de mais de R$ 5 mil. Em compensação, as outras arrecadações foram de encher os olhos. No último duelo da fase final contra o São José, o Comercial teve sua maior renda líquida (R$ 138.042,35).

No vermelho!

O Guarani, dentre os quatro clubes que conquistaram o acesso, foi o que mais amargou rendas negativas. Em quatro jogos, o Bugre ficou devendo, sendo que no embate contra o União Barbarense pela primeira fase arrecadou míseros R$ 204,35. Mesmo assim o time de Campinas teve a terceira melhor arrecadação.

Aliás, outro fato chama a atenção nas rendas do Guarani. A sua maior arrecadação foi justamente quando era visitante. Como na final, a renda foi dividida, o Bugre faturou R$ 101.050,91. Sem considerar esta arrecadação, a maior renda do clube aconteceu no jogo contra o Comercial na fase final (R$ 67.040,88). No total, o Guarani abocanhou R$ 263.307,53. Média de R$ 20.254,42.

Trocados!

O Catanduvense, assim como o XV de Piracicaba, não ficou nenhuma partida no vermelho. Mas ao contrário do campeão da Série A2, o time de Catanduva arrecadou pouco, mesmo com o acesso. Em 12 jogos, o Catanduvense faturou apenas R$ 76.908,46. Média de R$ 6.409,03.

A maior renda do time seria trocado na mão do XV de Piracicaba. Na última rodada da fase final, no duelo do acesso com o Monte Azul, o Catanduvense ficou com R$ 26.629,95. Apenas esta e a renda do duelo com o XV de Piracicaba (R$ 18.138,50) superaram a marca dos R$ 10 mil.

Ingressos!
Não pense que o valor dos ingressos interferiu muito na arrecadação dos clubes. O quarteto cobrou praticamente o mesmo valor nas entradas. O maior preço cobrado por todos ficou em R$ 30. O XV de Piracicaba, recordista de arrecadação, ainda teve ingressos a R$ 15 e a R$ 7,50.

Em compensação, os ingressos do Catanduvense, time com a pior arrecadação, foram um pouco mais salgados. Ao contrário dos rivais, o time de Catanduva não teve entradas populares. Os valores foram de R$ 30, R$ 20, R$ 15 e R$ 10.

O Comercial cobrou ingressos a R$ 30, R$ 16, R$ 15 e R$ 8. Os valores mais baixos foram do Guarani. O Bugre teve entradas a R$ 20, R$ 10 e até a R$ 3 para os sócios torcedores.

Facada!
Se os valores dos ingressos não alteraram muito a arrecadação dos clubes, as despesas com cada partida atrapalhou um pouco. O blog rbrito levantou apenas as despesas daquele jogo em que os clubes conseguiram sua maior arrecadação. Assim será possível termos um panorama do que é gasto a cada rodada.

O XV de Piracicaba poderia arrecadar muito mais. O clube é um dos que mais gastam, em média R$ 45 mil por jogo. No duelo contra o Catanduvense, o Nhô Quim arrecadou com as entradas R$ 198.708,00, mas só levou para casa R$ 153.418,59. O clube perdeu R$ 45.289,41.

As despesas do alvinegro foram: R$ 407,38 com o seguro torcedor da FPF; R$ 9.935,40 do INSS da renda bruta; R$ 350 de ambulância; R$ 1.800 de antidoping; R$ 1.230 de fiscalização; R$ 1.987,08 de fundo de manutenção; R$ 6.579,65 dos ingressos; R$ 1.081,90 do policiamento; e R$ 21.918 de "despesas diversas". Cabe a diretoria explicar o que seriam estas "despesas diversas" que tiraram mais de R$ 21 mil dos cofres do clube.

Econômico!

Enquanto isso, o Comercial é o clube que menos perde dinheiro. No duelo contra o São José, o Bafo conseguiu R$ 152.502,00 com a venda de ingressos, mas ficou com R$ 138.042,35. O time perdeu "apenas" R$ 14.459,65. Para começar, o seguro torcedor da FPF é mais em conta (R$ 222,53). O Comercial, ao contrário do XV, não tem as "despesas diversas". O clube de Ribeirão Preto gasta com: INSS (R$ 7.625,10); antidoping (R$ 1.800); fiscalização (R$ 1.280); fundo de manutenção (R$ 1.525,02); e policiamento (R$ 2.007).

Balança!
O Guarani fica no meio termo entre as altas despesas do XV de Piracicaba e os baixos gastos do Comercial. No jogo em que teve a melhor renda (R$ 67.040,88), o Bugre poderia ter arrecadado R$ 91.298,00. Mas para começar, o clube de Campinas teve gastos de R$ 3.930,93 com INSS - 20% do quadro móvel e seguro do torcedor da FPF.

Isso é apenas o começo. A diretoria do Bugre ainda precisou gastar com: 5% da renda bruta (R$ 4.564,90); ambulância (R$ 600); antidoping (R$ 1.800); despesas diversas (R$ 8.259,26); fiscalização (R$ 2.985); fundo de manutenção (R$ 912,98); e policiamento (R$ 1.204,05). Pelo visto o antidoping é padrão, mas as "despesas diversas" continuam a causar estranheza.

Coerência!
O Catanduvense arrecada pouco, mas também gasta pouco. No duelo contra o Monte Azul, pela última rodada da fase final, o time de Catanduva deixou o estádio com o acesso e R$ 26.629,95 nos bolsos. A renda bruta foi de R$ 32.670,00. O clube ficou sem R$ 6.040,05. No meio do caminho, o Catanduvense se desfez de R$ 47,35 para o seguro torcedor da FPF; R$ 1.633,50 para a taxa de INSS; R$ 1.800 do antidoping; R$ 1.360 da fiscalização; R$ 326,70 do fundo de manutenção; e R$ 872,50 de policiamento.

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Confira o total e a média de arrecadação, além dos valores dos ingressos:

CATANDUVENSE (TOTAL: R$ 76.908,46 / MÉDIA: R$ 6.409,03)


(Ingressos: R$ 30, R$ 20, R$ 15 e R$ 10)

Catanduvense x Sertãozinho (R$ 7.041,45)
Catanduvense x Comercial (R$ 2.204,25)
Catanduvense x Marília (R$ 1.921,40)
Catanduvense x Monte Azul (R$ 1.593,45)
Catanduvense x União São João (R$ 2.031,77)
Catanduvense x Rio Claro (R$ 2.848,10)
Catanduvense x Rio Preto (R$ 3.092,20)
Catanduvense x Ferroviária (R$ 3.462,97)
Catanduvense x América (R$ 3.209,62)
Catanduvense x Atlético Sorocaba (R$ 4.734,80)
Catanduvense x XV de Piracicaba (R$ 18.138,50)
Catanduvense x Monte Azul (R$ 26.629,95)

COMERCIAL (TOTAL: R$ 401.592,67 / MÉDIA: R$ 33.466,05)


(Ingressos: R$ 30, R$ 16, R$ 15 e R$ 8)

Comercial x Rio Claro (R$ - 2.139,14) (em Catanduva)
Comercial x Rio Preto (R$ - 3.184,70) (Portões Fechados)
Comercial x Marília (R$ 14.053,30)
Comercial x Sertãozinho (R$ 53.722,75)
Comercial x América (R$ 6.742,10)
Comercial x Monte Azul (R$ 12.062,52)
Comercial x Catanduvense (R$ 19.373,41)
Comercial x Ferroviária (R$ 19.908,53)
Comercial x União São João (R$ 13.152,48)
Comercial x Rio Preto (R$ 57.130,42)
Comercial x Guarani (R$ 72.728,65)
Comercial x São José (R$ 138.042,35)

GUARANI (TOTAL: R$ 263.307,53 / MÉDIA: R$ 20.254,42)


(Ingressos: R$ 20, R$ 10 e R$ 3)

Guarani x São Bento (R$ 5.718,85)
Guarani x Pão de Açúcar (R$ 8.745,17)
Guarani x XV de Piracicaba (R$ 17.579,93)
Guarani x Red Bull (R$ 5.516,64)
Guarani x União Barbarense (R$ 204,35)
Guarani x Palmeiras B (R$ - 9.663,88)
Guarani x Atlético Sorocaba (R$ - 3.842,25)
Guarani x Rio Branco (R$ - 1.839,91)
Guarani x São José (R$ - 83,13)
Guarani x São José (R$ 7.607,45)
Guarani x Comercial (R$ 67.040,88)
Guarani x Rio Preto (R$ 57.588,02)
XV de Piracicaba x Guarani (R$ 101.050,91)

XV DE PIRACICABA (TOTAL: R$ 585.683,86 / MÉDIA: R$ 45.052,60)


(Ingressos: R$ 30, R$ 15 e R$ 7,50)

XV de Piracicaba x Pão de Açúcar (R$ 4.786,75)
XV de Piracicaba x Rio Branco (R$ 16.548,17)
XV de Piracicaba x Atlético Sorocaba (R$ 13.007,42)
XV de Piracicaba x União Barbarense (R$ 7.108,25)
XV de Piracicaba x Palmeiras B (R$ 3.666,29)
XV de Piracicaba x São José (R$ 6.910,14)
XV de Piracicaba x Red Bull (R$ 2.119,96)
XV de Piracicaba x Guarani (R$ 18.408,85)
XV de Piracicaba x São Bento (R$ 552,61)
XV de Piracicaba x Monte Azul (R$ 108.565,62)
XV de Piracicaba x Catanduvense (R$ 153.418,59)
XV de Piracicaba x Atlético Sorocaba (R$ 99.014,85)
XV de Piracicaba x Guarani (R$ 151.576,36)